{"id":39,"date":"2021-09-20T21:33:54","date_gmt":"2021-09-20T21:33:54","guid":{"rendered":"https:\/\/dlf.uzh.ch\/sites\/tristestropicos\/?page_id=39"},"modified":"2021-11-22T11:00:57","modified_gmt":"2021-11-22T11:00:57","slug":"programa","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/dlf.uzh.ch\/sites\/tristestropicos\/programa\/","title":{"rendered":"PROGRAMA"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aula 1 &#8211; 22.09 &#8211; O estrangeiro e um livro estrangeiro: primeira pergunta sobre a tristeza.<\/h2>\n\n\n\n<p><em>Tristes tr\u00f3picos<\/em>: um livro roteiro. Breve panorama das leituras e recep\u00e7\u00e3o de <em>Tristes Tr\u00f3picos<\/em> no Brasil e algumas leituras brasileiras de Tristes Tr\u00f3picos. Conex\u00f5es te\u00f3ricas entre est\u00e9tica da recep\u00e7\u00e3o, estruturalismo e das teorias da linguagem (lingu\u00edstica, literatura) a partir da segunda metade do s\u00e9culo XX. Apresenta\u00e7\u00e3o do programa e da din\u00e2mica de trabalho<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leitura<\/strong><br>L\u00e9vi-Strauss, Claude. \u201cPartida\u201d. Tristes Tr\u00f3picos. Tradu\u00e7\u00e3o Rosa Freire d\u2019Aguiar. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, pp. 15-45.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leitura de apoio<\/strong><br>Clifford, Geertz. \u201cParte IV, do cap 1\u201d. A interpreta\u00e7\u00e3o de culturas. Rio de Janeiro: LTC, 2008 [1973], pp. 10-12.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aula 2 &#8211; 29.09 &#8211; Tristeza Tropical: uma hip\u00f3tese<\/h2>\n\n\n\n<p><em>Tristes tr\u00f3picos<\/em>: um livro roteiro, um t\u00edtulo pol\u00eamico e um marco para a interpreta\u00e7\u00e3o cultural.<br><em>Tristes Tr\u00f3picos<\/em> e <em>Retrato do Brasil<\/em>: hist\u00f3rias tropicais da tristeza entre Paulo Prado e Claude L\u00e9vi-Strauss.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leituras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>L\u00e9vi-Strauss, Claude. \u201cAnota\u00e7\u00f5es de viagens\u201d. Tristes Tr\u00f3picos. Tradu\u00e7\u00e3o Rosa Freire d\u2019Aguiar. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2020, pp. 49-73.<\/li><li>Prado, Paulo. Retrato do Brasil. Ensaio sobre a tristeza brasileira, 2012 [1928]<\/li><\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aula 3 &#8211; 06.10 &#8211; Hist\u00f3ria de um telefonema: L\u00e9vi-Strauss, leitor de gestos: uma interpreta\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Excurso I<\/strong>: Viagem e acaso. A presen\u00e7a do <em>acaso<\/em> na obra de L\u00e9vi-Strauss. Discuss\u00e3o do cap\u00edtulo 6: \u201cComo se faz um etn\u00f3grafo\u201d e proposta de uma variante: \u201cComo se faz um escritor\u201d.<br><br><strong>Leitura <\/strong>espec\u00edfica do cap\u00edtulo 6 de <em>Tristes Tr\u00f3pico<\/em>s, pp. 54-64.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aula 4 &#8211; 13.10 &#8211; Novo mundo, novos mundos. \u201cTupi: estou aqui\u201d<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>T\u00f3picos de discuss\u00e3o<\/strong>: O mar da hist\u00f3ria \u00e9 agitado. 2. Atenas-Tupi. 3. Despedida dos deuses, a met\u00e1fora do perfume e da embriaguez olfativa. 4. A aten\u00e7\u00e3o aos sentidos. 5. A boca banguela (p. 85), a passagem do tropico, S\u00e3o Paulo e a voz an\u00f4nima dos esp\u00edritos maliciosos. Apresenta\u00e7\u00e3o de um texto de L\u00e9vi-Strauss publicado em portugu\u00eas: \u201cO cubismo e a vida cotidiana\u201d (S\u00e3o Paulo, 1935).<br><br><strong>Leitura <\/strong>da Parte III de <em>Tristes Tr\u00f3picos<\/em>: \u201cO novo mundo\u201d. pp. 77-112<br><br><strong>Leitura de apoio<\/strong><br>Santiago, Silviano. A viagem de L\u00e9vi-Strauss aos Tr\u00f3picos. Bras\u00edlia: Instituto Rio Branco, Funda\u00e7\u00e3o Alexandre de Gusm\u00e3o, 2005.<br><br><strong>14 e 15 de outubro: Jornadas Tristes Tr\u00f3picos \u2013 Leituras de L\u00e9vi-Strauss. ENCONTRO INTERNACIONAL.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aula 5 &#8211; 20.10 &#8211; A terra e os homens<\/h2>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o da literatura e da terra. Aspectos do povoamento e da viol\u00eancia, numa leitura entre <em>Os Sert\u00f5es<\/em>, de Euclides da Cunha, de 1905, e de <em>Grande Sert\u00e3o: Veredas<\/em>, de Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa, de 1956. Essas duas obras em contato geram aproxima\u00e7\u00f5es com outros textos e atmosferas ligadas \u00e0 quest\u00e3o da terra (<em>Quarup<\/em>, de Antonio Calado; <em>Nove Noites<\/em>, de Bernardo Carvalho;<em> Rio Acima<\/em>, de Pedro Cesarino; <em>Opisanie Swiata<\/em>, de Veronica Stigger).<br><br><strong>Leitura<\/strong> da Parte IV de <em>Tristes Tr\u00f3picos<\/em>: A terra e os homens, pp. 115-132 e de fragmentos escolhidos de Euclides da Cunha e Guimar\u00e3es Rosa.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aula 6 &#8211; 27.10 &#8211; O tapete voador, o travelling mental e a li\u00e7\u00e3o de escrita &#8211; T\u00e9cnicas textuais entre o travelling e o tapete voador<\/h2>\n\n\n\n<p>Movimentar-se pela paisagem americana a partir de uma t\u00e9cnica cinematogr\u00e1fica de um plano cont\u00ednuo como um <em>travelling<\/em> ou ir do Brasil \u00e0 \u00cdndia, ou mais especificamente de Goi\u00e2nia a Karachi, transportado por um tapete voador s\u00e3o duas din\u00e2micas em <em>Tristes Tr\u00f3p<\/em>icos que ser\u00e3o lidas em detalhe.<br><br><strong>Leitura<\/strong> de <em>Tristes Tr\u00f3picos<\/em>, cap\u00edtulo 14, \u201cO tapete voador\u201d, pp. 133-159 e cap\u00edtulo 28 \u201cLi\u00e7\u00e3o de escrita\u201d, pp. 313-324.<br><br><strong>Leitura de apoio<\/strong>, sobre o <em>bricoleur<\/em><br>O pensamento selvagem: \u201cA ci\u00eancia do concreto\u201d, pp. 15-49.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aula 7 &#8211; 03.11 &#8211; Pausa I: De perto e de longe [sobre o m\u00e9todo]<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Ensaio de vocabul\u00e1rio<\/strong>: Organiza\u00e7\u00e3o e sistematiza\u00e7\u00e3o do vocabul\u00e1rio de <em>Tristes tr\u00f3picos<\/em>, suas rela\u00e7\u00f5es com textos liter\u00e1rios brasileiros do s\u00e9culo XX.<br><br><strong>Leitura<\/strong> de trechos do livro de entrevista com Didier Eribon: De perto e de longe.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-default\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aula 8 &#8211; 10.11 &#8211; Roteiros, roteiros, roteiros, roteiros, roteiros, roteiros, roteiros: Caduveo, Bororo, Bons selvagens, Mundo Perdido, Nambiquara.<\/h2>\n\n\n\n<p>Narra\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o do material de viagem de campo: a constru\u00e7\u00e3o de uma voz para al\u00e9m da biografia e da autobiografia. Coment\u00e1rios sobre as enuncia\u00e7\u00f5es do \u201ceu\u201d na obra de L\u00e9vi-Strauss. <em>Tristes Tr\u00f3picos<\/em>: uma experi\u00eancia quixotesca?<br><br><strong>Leitura<\/strong><br>De <strong>Tristes Tr\u00f3picos<\/strong>: p\u00e1ginas 163-312 e fragmentos escolhidos de Darcy Ribeiro, <em>Kadiw\u00e9u<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aula 9 &#8211; 17.11 &#8211; Est\u00e9tica e estruturalismo: As leituras de Luiz Costa Lima e Jos\u00e9 Guilherme Merquior.<\/h2>\n\n\n\n<p>Aula em que duas leituras cr\u00edticas ser\u00e3o apresentadas, a de Luiz Costa Lima, de 1968, e a de Jos\u00e9 Guilherme Merquior, de 1975.<br><br><strong>Leitura de apoio<\/strong><br>Cap\u00edtulo \u201cHomens, mulheres, chefes\u201d, pp. 325-328 e fragmentos das obras de Costa Lima e Merquior.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aula 10 &#8211; 24.11 &#8211; <em>Um outro olhar<\/em>, de Luiz de Castro Faria. Um livro paralelo aos Tristes Tr\u00f3picos?<\/h2>\n\n\n\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o na Serra do Norte, no Mato Grosso, liderada por L\u00e9vi-Strauss, n\u00e3o poderia ocorrer sem um \u201crepresentante brasileiro\u201d designado pelo Estado. Luiz de Castro Faria foi o antrop\u00f3logo que o acompanhou em uma expedi\u00e7\u00e3o que, gra\u00e7as a M\u00e1rio de Andrade, obteve financiamento da Secretaria de Cultura de S\u00e3o Paulo. <em>Um outro olhar<\/em>, de Luiz de Castro Faria \u00e9 um livro com uma vasta documenta\u00e7\u00e3o e que poderia ser analisado como uma obra paralela aos <em>Tristes Tr\u00f3picos<\/em>.<br><br><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise do livro<\/strong>: <em>Um outro olhar<\/em>. Di\u00e1rio da Expedi\u00e7\u00e3o \u00e0 Serra do Norte, Mato Grosso.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aula 11 &#8211; 01.12 &#8211; \u201cUm mergulho ao fundo dos tempos\u201d. De piroga: Amaz\u00f4nia, Seringal, entrevistas e \u201cencontros perdidos\u201d.<\/h2>\n\n\n\n<p>Rela\u00e7\u00f5es da escrita com a imagem entre narrativas, lendas e mitos. A coleta de <em>hist\u00f3rias<\/em>, a introdu\u00e7\u00e3o de uma voz condutora e a rela\u00e7\u00e3o com as <em>est\u00f3rias<\/em>.<br><br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leitura<\/strong> da parte VIII, de <em>Tristes tr\u00f3picos<\/em>, pp. 341-398.<br><br><strong>Leituras de apoio<\/strong> <br>Entrevistas de Eduardo Viveiros de Castro <em>com<\/em> L\u00e9vi-Strauss e entrevista de Eduardo Viveiros de Castro <em>sobre<\/em> L\u00e9vi-Strauss.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aula 12 &#8211; 08.12 &#8211; Sob o signo da viagem: \u00e9 poss\u00edvel retornar?<\/h2>\n\n\n\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o de <em>Tristes Tr\u00f3picos<\/em> apresenta v\u00e1rias possibilidades de interpreta\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s viagens. O livro come\u00e7a com a frase: \u201cOdeio as viagens e os exploradores\u201d. Ainda hoje ela apresenta um impacto n\u00e3o apenas na comunidade cient\u00edfica quanto nas mais diversas obras liter\u00e1rias, sobretudo as que est\u00e3o inscritas sob o signo da viagem.<br><br><strong>Leitura<\/strong> da \u00faltima parte de <em>Tristes tr\u00f3picos<\/em>, \u201cA volta\u201d, pp. 401-443 e do cap\u00edtulo \u201cO olho do etn\u00f3grafo\u201d, de Fernanda Ar\u00eaas Peixoto.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aula 13 &#8211; 15.12 &#8211; Ensaio de vocabul\u00e1rio II \u2013 de longe e de perto (sobre o m\u00e9todo II).<\/h2>\n\n\n\n<p>Revisitando L\u00e9vi-Strauss no s\u00e9culo XXI. Novos engajamentos com o tempo diante de outras art\u00edsticas e liter\u00e1rias. Apresenta\u00e7\u00e3o do vocabul\u00e1rio cr\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aula 14 &#8211; 22.12 &#8211; <em>Saudades do Brasil<\/em>: Adeus, L\u00e9vi-Strauss.\u2013 de longe e de perto (sobre o m\u00e9todo II).<\/h2>\n\n\n\n<p>Realiza\u00e7\u00e3o da discuss\u00e3o final focando nas fotografias que L\u00e9vi-Strauss fez do Brasil e de elabora\u00e7\u00e3o de um \u201cadeus\u201d \u00e0 etnografia para situar a literatura e as artes no momento p\u00f3s- etnogr\u00e1fico no qual a obra de L\u00e9vi-Strauss merece ser lida e relida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aula 1 &#8211; 22.09 &#8211; O estrangeiro e um livro estrangeiro: primeira pergunta sobre a tristeza. Tristes tr\u00f3picos: um livro roteiro. Breve panorama das leituras e recep\u00e7\u00e3o de Tristes Tr\u00f3picos no Brasil e algumas leituras brasileiras de Tristes Tr\u00f3picos. 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